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ONU aceita debate sobre mudança na luta contra as drogas

NOVA YORK (AFP) – A ONU afirmou na sexta-feira 28 que a organização está pronta para “facilitar” o debate sobre a revisão da estratégia de combate ao narcotráfico proposta por vários países da América Latina durante a Assembleia Geral das Nações Unidas. “Estamos prontos para facilitar este debate diante da posição de vários estados-membros em diferentes foros”, disse o diretor-executivo do Bureau das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC), Yuri Fedotov.

Diretor-executivo do Bureau das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC), Yuri Fedotov, em Bogotá, dia 27. Foto: Eitan Abramovich / AFP

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Estudo sugere benefícios da maconha no tratamento da epilepsia

Pesquisadores da Universidade de Reading, um dos maiores centros de pesquisa do Reino Unido, descobriram que um dos compostos encontrados na maconha pode ajudar na redução e controle das convulsões em pacientes com epilepsia.

Liderado pelo Dr. Ben Whalley, o estudo inédito demonstrou pela primeira vez que o cannabidivarin (CBDV) – canabinóide pouco estudado até hoje – tem  o potencial de evitar as crises convulsivas, com a vantagem de surtir menos efeitos colaterais do que as drogas anti-epiléticas atualmente utilizadas, que muitas vezes causam tremedeira e agitação incontroláveis.

Na pesquisa, realizada em colaboração com os laboratórios GW Pharma – fabricante do Sativex – e Farmacêuticos Otsuka, o cannabidivarin comprovou sua eficácia no controle das convulsões após ser testado em seis diferentes modelos experimentais comumente utilizados em estudos sobre epilepsia. A substância também mostrou-se eficaz ao ser utilizada em conjunto com outros fármacos anti-epiléticos e, ao contrário de outros canabinóides – como o THC – não possui efeitos psicoativos.Read More »Estudo sugere benefícios da maconha no tratamento da epilepsia

Componente da maconha alivia fobia social

ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

Um componente da Cannabis sativa –a popular maconha– é capaz de reduzir a ansiedade de pessoas que sofrem de um transtorno psiquiátrico conhecido como fobia social, diz um estudo da USP de Ribeirão Preto.

Não significa que o uso da erva sirva de tratamento para esse mal. A pesquisa analisou resultados apenas do composto canabidiol, em doses de 600 mg, pela via oral.

De acordo com o pesquisador Mateus Bergamaschi, que fez o trabalho como tese de doutorado, estudos anteriores já apontavam a redução da ansiedade, mas só em pessoas sem transtornos. O ineditismo da pesquisa, segundo ele, foi o uso da substância em universitários com a fobia social e que nunca tinham sido tratados.

“Observamos que apenas uma dose, de 600 mg, já foi suficiente para reduzir o medo dessas pessoas”, disse.Read More »Componente da maconha alivia fobia social

10 Fatos sobre a cannabis que você deve saber

Ou já sabia, mas não custa reforçar


Fato #1: A maioria dos usuários de maconha nunca usou qualquer outra droga ilícita.

Maconha não leva as pessoas a usar drogas mais pesadas. A cannabis é a droga ilegal mais popular do mundo, portanto, as pessoas que usaram drogas menos populares, como a heroína, cocaína e LSD, é que provavelmente também usaram maconha. A maioria dos cannabistas nunca usou qualquer outra droga ilegal e a vasta maioria que usou nunca se viciou ou teve problemas associados. De fato, a cannabis é o destino final mais do que a tão chamada porta de entrada.
Fato #2: A maioria das pessoas que usam maconha o fazem ocasionalmente. O aumento no número de admissões em clínicas de reabilitação não reflete o aumento das taxas de dependência química.

De acordo com um estudo do Instituto Federal de Medicina dos EUA feito em em 1999, menos de 10% daqueles que provam cannabis se encaixa nos critérios de dependência, enquanto 32% dos fumantes de tabaco e 15% dos beberrões se encaixam. De acordo com dados federais norte-americanos, as admissões relacionadas a maconha previstas pelo sistema de justiça criminal subiu 48% em 1992 e 58% em 2006. Apenas 45% das admissões de maconheiros se enquadram nos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais para dependência de maconha. Mais de um terço não tinha fumado nem um baseadinho nos 30 dias anteriores à admissão para tratamento.Read More »10 Fatos sobre a cannabis que você deve saber

Comprovado: cannabinóides são capazes de matar células cancerígenas

A cura para o câncer pode estar mais próxima do que se imagina. No último mês de junho, o National Cancer Institute (NCI), dos Estados Unidos, atualizou o tópico intitulado “Cannabis and Cannabinoids” do seu banco de dados online destacando o papel dos canabinóides herbais na morte de células cancerosas, processo clinicamente chamado de apoptose (quando ocorre uma espécie de “auto-destruição” celular). Como já era de se esperar devido à influência & manipulação por parte da poderosíssima indústria farmacêutica, pouco se ouviu falar dessa notícia por aí. Quem trouxe o fato à tona foi o Publius, coletivo de autores responsáveis pelo livro The Cannabis Papers: a citizen’s guide to cannabinoids, lançado em 2011 e disponível gratuitamente abaixo*.

“Nós já conhecíamos há algum tempo a importância do Sistema Canabinóide (SC) no combate ao câncer”, observa Stephen Young, membro do Publius e autor de Maximizing Harm: Winners and Losers in the Drug War (2000). “Estamos felizes em ver o NCI publicando oficialmente essa informação após 37 anos em que eles próprios noticiaram pela primeira vez as propriedades anti-cancerígenas da canábis”, comemora.

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Fumar maconha na adolescência reduz capacidade intelectual

Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira nos Estados Unidos sugere que fumar maconha de forma regular na adolescência reduz a capacidade intelectual de forma permanente na fase adulta.

Os pesquisadores compararam o quociente intelectual (QI) de mil neozelandeses aos 13 anos e aos 38, incluindo fumantes regulares de maconha e não usuários.

Os resultados foram surpreendentes: registramos uma queda de oito pontos (no QI) entre os que começaram a fumar quando adolescentes e mantiveram o hábito de forma persistente aos 20 e 30 anos, afirmou a principal encarregada da pesquisa, Madeline Meier, psicóloga da Universidade de Duke.

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